O verão é época de praia, sol, calor, piscina. Mas também de algumas lesões dermatológicas bem comuns. Em dias muito quentes, com a ação da luz solar mais forte, a pele fica bastante exposta e pode sofrer com queimaduras, picadas de mosquito e outros problemas de pele. Eles podem ser bem incômodos e precisam do tratamento correto.

É importante cuidar da pele durante todo o ano, mas no verão esses cuidados precisam ser redobrados. Usar filtro solar adequado diariamente, evitar a exposição ao sol das 10h às 16h, usar roupas frescas, beber bastante água e utilizar repelente, são apenas algumas das dicas para aproveitar essa época do ano da melhor forma.

Conheça algumas dessas lesões dermatológicas comuns no verão e como tratá-las:

Estrófulo

Estrófulo é o termo técnico para as alergias de picadas de insetos e consiste na hipersensibilidade a componentes da saliva de vários insetos picadores ou sugadores (pernilongos, pulgas e percevejos). A alergia é mais comum em crianças e ocorre preferencialmente no verão, época de chuvas em que os insetos ficam mais vulneráveis.

Após as picadas, ocorre o aparecimento de lesões na pele, as quais podem iniciar como uma mancha que progride para uma elevação avermelhada (pápula), e pode evoluir para uma vesícula (com líquido dentro), estourando e deixando uma crosta no local. Essas lesões coçam bastante e se disseminam próximo ou à distância do local picado. Rosto, antebraços e pernas são onde ocorrem mais lesões por estarem mais expostas aos mosquitos.

A prevenção é através do uso diário de repelente, principalmente quando houver maior risco de exposição aos insetos. Durante o episódio de picada, pode ser usado um creme para aliviar a coceira e a inflamação local, em casos mais graves pode ser usado um antialérgico via oral.

Brotoeja

As brotoejas são erupções cutâneas formada por pequenas lesões vermelhas ou da cor da pele. Existem alguns tipos de brotoejas que costumam aparecer pelo corpo no calor. A miliária é mais comum em crianças e aparece no pescoço, tórax e virilha. Já em adultos é chamado de intertrigo e é bastante comum em locais com “dobrinhas” como a virilha, axilas e embaixo das mamas. Em alguns casos, ela provoca coceira bem desconfortável.

Normalmente, não é necessário um tratamento específico, mas pode ser evitada usando roupas frescas e evitar locais muito quentes e úmidos, que propiciam a sudorese excessiva. Caso as lesões continuem, é importante procurar um especialista.

Fitofotodermatose

As fitofotodermatoses são conhecidas queimaduras causadas pela exposição da pele que teve contato com frutas cítricas ao sol. O mais comum são as causadas pelo limão, mas a tangerina, laranja, mexerica, morango e figo também podem deixar marcas na pele. As queimaduras causam manchas escuras na região afetada que, apesar de não arderem, levam mais de 4 semanas para sumirem completamente e são bastante incômodas.

As manchas surgem entre 24 e 48 horas após o contato, e começam avermelhadas. A reação mais intensa pode provocar também bolhas. Apesar de parecerem meramente estéticas, estas queimaduras também podem prejudicar a pele e acelerar o envelhecimento. A prevenção é fundamental. É necessário lavar as mãos com atenção, usar sabão, esfregar bem, sempre após o contato com as frutas cítricas. O tratamento da queimadura deve ser indicado por um especialista, mas consiste em pomadas com corticoides, cremes hidratantes e filtros solares. Também podem ser indicados produtos clareadores para eliminar mais rápido a mancha escura da pele.

Queimadura Solar

A pele quando muito exposta pelo sol fica avermelhada e sensível ao toque, o que indica a queimadura pelos raios solares. Os cuidados precisam ser tomados especialmente pelas pessoas com a pele clara. É importante utilizar o protetor solar (FPS) 30, ou superior, diariamente e também quando a exposição for mais longa ao sol (praia, piscina, pesca etc). 

Para aliviar o incômodo, pode-se utilizar compressas de água fria, analgésicos e loções corporais calmantes. Após cerca de 5 dias, a pele tende a se soltar e é aconselhado beber bastante água e evitar o ressecamento da pele. A pele nova é mais fina e tem ainda mais facilidade de queimar, por isso o cuidado deve ser redobrado em contato com o sol.

Queimadura de água viva

Atualmente, muito casos de queimadura por água viva estão ocorrendo nas praias. Esse animal marinho é bem comum no Brasil e se reproduz no verão, época que todo mundo quer curtir a praia. As águas vivas, na verdade, “envenenam” a pele quando encostam seus tentáculos e liberam o veneno. Essa ação é a defesa desses animais contra outros seres marinhos e predadores.

O ideal quando isso ocorrer é manter a calma e seguir algumas medidas de primeiros socorros: lavar a região com água do mar, a fim de remover as células venenosas da pele, e limpar a região com vinagre durante 30 segundos, substância que inibe a liberação do veneno. Com isso, a ardência vai passar dentro de alguns minutos e a marca sumirá com o tempo. Não é indicado higienizar a região com água doce, pois pode agravar o problema, tornando a reação mais intensa.

Caso você tenha mais dúvidas sobre as lesões dermatológicas comuns no verão, ou se alguma delas se agravar, é importante entrar em contato com um profissional que possa te indicar o melhor tratamento. Agende uma consulta agora mesmo na Clincare. Temos profissionais de diferente áreas e capacitados para te atender da melhor maneira possível.

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