O transtorno bipolar é um assunto comum quando falamos sobre doenças mentais. Exatamente por isso, nem sempre tudo aquilo que é propagado é verdade! Ou mesmo, alguns aspectos fundamentais sobre o problema acabam de lado.

Este artigo vai ajudar a esclarecer alguns fatos sobre o transtorno bipolar que você provavelmente não conhece. Continue até o final para aprender algumas nuances bem particulares do transtorno bipolar.

1. Atinge mais jovens

Homens e mulheres são acometidos pelo transtorno bipolar em percentuais bem similares. No entanto, a faixa etária em que o transtorno bipolar é mais diagnosticado entre as idades de 15 a 25 anos.

Não se sabe o que causa o transtorno bipolar, no entanto, o fator genético é um forte fator. Estudos demonstram que, se um parente de primeiro grau sofre com o transtorno bipolar, as chances do indivíduo possuir a doença ficam em 80%.

2. A fase de mania não é tão frequente

A mania é bastante relatada como a principal característica do transtorno bipolar. Inclusive, é por isso que recebe esse nome: devido às oscilações do estado de humor entre a depressão e a mania/euforia.

Porém, os episódios de mania ocorrem em uma pequena parcela dos pacientes. A maior parte deles apresenta uma elevação do humor e da energia tão leves que podem passar despercebidos.

3. As fases depressivas são tão fortes quanto nos casos de depressão

O episódio depressivo que o bipolar atravessa é bem similar ao episódio depressivo do paciente que sofre com o transtorno depressivo maior. Culpa, desesperança, tristeza, pessimismo e outros sentimentos negativos são sentimentos que podem durar meses sem qualquer mudança para o humor eufórico.

Tais sentimentos são acompanhados por sintomas físicos como a redução da energia, oscilações no apetite, insônia e dificuldades de concentração. 

4. O transtorno bipolar pode ter gatilhos, mas não depende do indivíduo para ser curado

O transtorno bipolar é uma doença médica de base cerebral que pode ter como gatilho situações de vida traumáticas, como um divórcio, perda de emprego ou assédio moral.

No entanto, não depende de sua força de vontade a melhora dos sintomas. Sabe quando dizem “saia de casa” ou “faça uma viagem” para “esfriar a cabeça”?

Nada disso exerce efeito real no indivíduo. Isso porque o transtorno é desencadeado pelo seu estado de funcionamento cerebral independente do que passa na vida do paciente.

Assim, a medicação é muito importante para reequilibrar a química cerebral. A psicoterapia é o complemento para que o paciente fique de frente consigo diante dos quadros característicos do transtorno e saiba lidar com sua condição.

5. O transtorno não tem cura, mas é gerenciável

Cada paciente que conta com transtorno bipolar tem um diagnóstico específico e deve contar com tratamento individualizado. Nem sempre apenas a medicação resolve. Na maior parte dos casos, o tratamento é um combo com medicação, psicoterapia, psicoeducação e controle das crises em seu cotidiano.

Thoughtful psychotherapist during session with sad patient with anxiety problem

O tratamento deve ser prescrito por um médico psiquiatra. Somente ele pode avaliar cada caso e recomendar estratégias que devolvam ao paciente a sua qualidade de vida.

Esperamos que este artigo tenha esclarecido a você esses aspectos muito importantes do transtorno bipolar. Aqui na Clincare, contamos com os profissionais responsáveis por diagnosticar e tratar esse transtorno. Agende uma consulta agora.

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